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Estudos Clássicos é o nome que se dá ao conjunto de disciplinas que estudam a Antiguidade Grega e Romana: estamos a falar das línguas clássicas (Grego e Latim), das suas literaturas, da política e sociedade nas Grécia Antiga ou no Império Romano e das culturas grega e romana nas suas diferentes variantes (arte, religião, pensamento, vida quotidiana). Inclui também o estudo da sobrevivência destas línguas e culturas (aquilo a que chamamos Tradição Clássica) desde a Idade Média até aos nossos dias. [ver mais]

 

Quem se dedica aos Estudos Clássicos mergulha no mundo dos Poemas Homéricos, revisita os frisos do Pártenon em Atenas e as ruínas do Palatino em Roma, descobre os poemas da época do imperador Augusto, destrinça a evolução das línguas e dialectos clássicos e torna-se capaz de identificar a pervivência de textos, tópicos e ideias, por exemplo, nos manuscritos medievais, nos autores do Renascimento português ou no teatro contemporâneo.

De facto, muito do que nós somos hoje tem origem no mundo clássico: a língua que utilizamos, os géneros literários que cultivamos, os mitos que ainda contamos ou as histórias a que assistimos no cinema, alguns dos nossos costumes, o sistema de direito com que nos organizamos, o regime político com que nos regemos, e até as religiões mais importantes do mundo ocidental. Por isso, pelo mundo inteiro, a descoberta da Antiguidade clássica é, ainda hoje, para muitos alunos, professores e investigadores de todas as idades e origens, um desafio absolutamente fascinante.

A Universidade de Lisboa é actualmente a maior universidade portuguesa e uma das maiores da Europa. É a Universidade de uma cidade cosmopolita e dinâmica, voltada para o Tejo e para o mundo. A Universidade de Lisboa é um sítio absolutamente privilegiado para o aluno que se quer dedicar aos Estudos Clássicos. Possui um corpo docente altamente qualificado e premiado e um centro de investigação científica de grande qualidade e com grande número de jovens investigadores. Possui também a única biblioteca especializada no domínio dos Estudos Clássicos em Lisboa e em todo o sul de Portugal e mantém relações privilegiadas com centros internacionais de Estudos Clássicos em Inglaterra (Cambridge, Oxford) ou em Itália (Milão, Bari, Nápoles), e com praticamente todas as universidades espanholas.

 



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O Departamento de Estudos Clássicos (DEC) é a unidade da Faculdade de Letras que assegura a leccionação das cadeiras de Estudos Clássicos na Universidade de Lisboa. Reúne actualmente 17 docentes, todos com doutoramento, que leccionam a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Estudos Clássicos. O DEC assegura ainda cadeiras sobre temas clássicos nas licenciaturas de Artes e Humanidades, Ciências da Cultura, Estudos Artísticos, Estudos Europeus, Estudos Gerais, Estudos Portugueses, História, História da Arte, Línguas, Literaturas e Culturas, ou nos mestrados em Comunicação e Cultura, Estudos Comparatistas, Estudos de Teatro, Português-Língua Estrangeira e Teoria da Literatura. Esta variedade mostra bem a transversalidade e o carácter absolutamente fundamental dos saberes na área dos Estudos Clássicos. Neste momento, as cadeiras e seminários leccionados pelo DEC contam com nada menos do que 1800 inscrições.

 

 

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O Departamento de Estudos Clássicos é herdeiro da mais antiga escola superior de Estudos Clássicos que existe em Portugal. Em 1859, sob os auspícios do jovem rei D. Pedro V, foi criado o Curso Superior de Letras, sediado no edifício da Academia Real das Ciências de Lisboa, no antigo Convento de Jesus. Aqui, foi leccionada desde o início uma cadeira de Literatura Latina e Grega e Introdução às suas Origens; mais tarde, surgiu a cadeira de Filologia Latina e um curso livre de Língua Grega. Todas estas matérias constituíam novidades absolutas do ensino superior português daquele tempo. [ver mais]

 

Com a República, foram fundadas em 1911, em Lisboa e em Coimbra, as primeiras Faculdades de Letras portuguesas. Em Lisboa, os docentes do Curso Superior passaram a integrar a recém-formada Faculdade: desde o primeiro dia, existiu um grupo de professores dedicado aos Estudos Clássicos. Ao longo destes mais de 150 anos, foram professores na área de Estudos Clássicos em Lisboa nomes maiores da cultura portuguesa como Adolfo Coelho, Aires A. Nascimento, Américo da Costa Ramalho, António Pinto Carvalho, António José Viale, Arnaldo do Espírito Santo, Augusto Epifânio da Silva Dias, Custódio Magueijo, Francisco Rebelo Gonçalves, Giacinto Manuppella, João de Castro Nunes, Joaquim Lourenço de Carvalho, José António Segurado e Campos, José Joaquim Nunes, José Leite de Vasconcelos, José Maria Rodrigues, José Simões Neves, José Vitorino Pina Martins, Josef Veremans, Justino Mendes de Almeida, Manuel Alexandre Júnior, Pe. Manuel Antunes, Manuel Díaz y Díaz, Manuel Pinheiro Chagas, Maria Helena Prieto, Maria Isabel Rebelo Gonçalves, Maria de Lourdes Flor de Oliveira, Maria Manuela Barroso de Albuquerque, Nicolae Herescu, Pe. Raul Machado, Raul Rosado Fernandes, Scarlat Lambrino, Victor Buescu, Victor Jabouille e Walter de Medeiros.

Muitos destes notáveis professores foram também alunos em Lisboa. Passaram também pela nossa licenciatura alunos que se viriam a notabilizar como escritores, músicos, museólogos, políticos ou professores em áreas tão variadas como a Literatura e Linguística Portuguesas, a Arabística, a Geografia ou a Antropologia: Sophia de Mello Breyner, Óscar Lopes, Edite Estrela, Luís de Sousa Rebelo, Maria Leonor Carvalhão Buescu, José Terra, Amadeu Torres, Urbano Canuto Soares, José Pavão Júnior, Pedro Cunha Serra, Manuel Viegas Guerreiro, José Marmelo e Silva, Tomás da Rosa, Manuel Pinto de Andrade, José Manuel Araújo, Fernanda Botelho, Rosa Perez, Carlos Vargas, Tatiana Faia ou José Carlos Araújo.

Foram também alunos de Estudos Clássicos em Lisboa especialistas na área que actualmente leccionam em Portugal ou no estrangeiro: Adriana Nogueira (U. Algarve), Alexandra Mariano (U. Algarve), António de Castro Caeiro (U. Nova de Lisboa), Armando Martins (U. Évora), Catarina Fouto (King’s College, Londres), Cristina Pinheiro (U. Madeira), Frederico Lourenço (U. Coimbra), Gustavo Infante (U. Bristol), Hiteshkumar Parmar (U. Edimburgo), Inês de Ornellas e Castro (U. Nova de Lisboa), Joaquim Pinheiro (U. Madeira), José Sílvio dos Santos (U. Madeira), Leonor Santa Bárbara (U. Nova de Lisboa), Luís Pires (U. Estudos Estrangeiros de Tianjin), Maria do Rosário Laureano Santos (U. Nova de Lisboa), Paula Carrejana (U. Açores), Pedro Braga Falcão (U. Católica), Tatiana Faia (U. Cambridge) e Victor Ruas (U. Açores).

 

 

Professores Catedráticos
Marília Pulquério Futre Pinheiro
Maria Cristina de Castro-Maia de Sousa Pimentel
Paulo Jorge Farmhouse Simões Alberto
José Pedro Santos Silva Serra

Professora Associada com Agregação
Ana María Sanchez Tarrío

Professor Associado
Manuel José de Sousa Barbosa

Professor Auxiliar com Agregação
Rodrigo Miguel Correia Furtado

Professores Auxiliares
Cristina Maria Negrão Abranches Guerreiro
Luís Manuel Gaspar Cerqueira
Abel do Nascimento Pena
Ana Alexandra Tibúrcio Lopes Alves de Sousa
Bernardo Machado Mota
Catarina Isabel Sousa Gaspar
André Filipe Veloso Nunes Simões
Ana Maria dos Santos Lóio
Sofia Isabel Pereira Ullán Frade

Professora Auxiliar Convidada
Fotini Hadjittofi

Professor Catedrático Emérito
Arnaldo do Espírito Santo

Bolseiros Colaboradores
Jacopo Masi
Nereida Villagra Hidalgo
Rui Carlos Fonseca

 

 

Por todo o mundo, os alunos de Estudos Clássicos estudam a Antiguidade Greco-Latina nas suas múltiplas vertentes e na sua sobrevivência até à actualidade. Lisboa não é excepção. Estudar Antiguidade Clássica significa sobretudo dedicar-se a três áreas fundamentais: à aprendizagem das línguas antigas, o Grego e o Latim; ao estudo da Literatura e das Culturas da Antiguidade, nas suas múltiplas vertentes e infinidade de textos; à descoberta da sobrevivência do mundo clássico desde a Idade Média até à actualidade. 

Língua Grega [ver mais]

No Departamento de Estudos Clássicos é possível estudar Grego Antigo.
O DEC é o único sítio em Portugal onde é possível estudar oito cadeiras semestrais curriculares de língua grega antiga, desde os níveis de iniciação à língua até ao estudo mais avançado de textos escritos em Grego, num total de 60 ECTS. O aluno de Grego começa por aprender um alfabeto completamente novo. Ao longo da sua aprendizagem, o aluno aprenderá a ler e a traduzir autores tão variados como Esopo, Xenofonte, Longo, Lísias, Platão, Eurípides, Homero, Heródoto, Arquíloco, Safo, Alceu ou Mimnermo, Sófocles, Ésquilo, Demóstenes, Tucídides, entre outros.
Foi em Grego que nasceram a literatura e a filosofia ocidentais e foi também nesta língua que os primeiros textos cristãos foram escritos. Dominar o Grego Antigo, nos seus dialectos e configurações históricas significa por isso ir ás origens da nossa cultura, através da língua original, sem o intermédio de traduções.

Língua Latina [ver mais]

O Latim é a língua do poder no Império Romano; mas é também a língua do amor, do sonho, da aventura e da filosofia em Roma. A partir desta extraordinária cidade, o Latim expandiu-se com as legiões romanas, até ser utilizado pelas populações de todo o Ocidente do Império. O DEC é o único sítio em Portugal onde é possível estudar oito cadeiras semestrais curriculares de Latim, desde os níveis de iniciação à língua até ao estudo mais avançado de textos escritos em Latim, num total de 60 ECTS. Um aluno de Latim que complete este percurso irá aprender uma língua entusiasmante, que foi também utilizada como língua de cultura no ocidente até pelo menos ao século XVIII: por exemplo, autores como Petrarca, Isaac Newton, Thomas More ou o Pe. António Vieira escreveram em Latim. Começando no estudo de textos simples, como os grafitos encontrados nas paredes da cidade de Pompeios, o aluno lerá textos de Eutrópio, Cornélio Nepos, Plínio-o-Moço, Salústio, Catulo, Ovídio, Cícero, Vergílio, Tito Lívio, Horácio, Lucano, Santo Agostinho ou de autores portugueses medievais e do Renascimento, que escreveram em Latim. O aluno terá ainda oportunidade de analisar a evolução do Latim que levou à formação das actuais línguas românicas; e poderá estudar a utilização de textos latinos em autores modernos e contemporâneos.

Literatura Grega [ver mais]

Em Portugal, os Estudos Clássicos centraram-se tradicionalmente no estudo dos textos literários escritos nas línguas clássicas. Com uma longa experiência que remonta ao Curso Superior de Letras, nos últimos anos o DEC tem sido o único sítio em Portugal a oferecer todos os anos, entre a licenciatura e o mestrado, cinco semestres distintos de Literatura Grega, num total de 36 ECTS. Abordando nos quatro primeiros níveis de literatura uma perspectiva mais diacrónica, o aluno ficará a conhecer em Grego e em tradução os principais textos que moldaram a literatura antiga e ocidental, desde Homero, Hesíodo e dos primeiros autores líricos, ao romance grego, passando pelos tragediógrafos, comediógrafos e historiadores do século V a.C. ou pela poesia escrita em Grego, na cidade de Alexandria no Egipto. Lisboa é conhecida por ser um dos poucos locais no mundo que dedica pelo menos um semestre de licenciatura ao estudo da literatura helenística (séc. III-I a.C.) e outro ao da literatura grega imperial (séc. I d.C.-V d.C.), períodos muito dinâmicos do ponto de vista cultural e literário, e que correspondem a campos de estudo relativamente novos no panorama internacional dos Estudos Clássicos.

Literatura Latina[ver mais]

O estudo sistemático da Literatura Latina clássica remonta em Portugal pelo menos ao início do século XV e desde então tem sido constantemente cultivado por escritores e eruditos. Em Lisboa, constituirá mais tarde uma das matérias mais prestigiadas do Curso Superior de Letras (o seu primeiro professor, António José Viale, tinha sido preceptor régio). Recentemente, o DEC tem sido o único sítio em Portugal a oferecer todos os anos, entre a licenciatura e o mestrado, cinco semestres de Literatura Latina, num total de 36 ECTS. Assumindo sobretudo uma perspectiva temática, o aluno de Literatura Latina terá oportunidade de percorrer alguns dos principais géneros literários cultivados em Roma, com especial atenção para a épica, a elegia, a historiografia, a prosa filosófica, o drama ou a oratória, entre autores maiores como Vergílio, Catulo, Propércio, Tácito, Séneca ou Cícero. Estudar Literatura Latina não é apenas aceder ao mundo dos textos antigos e à sua mundividência. Significa também poder estudar no original e em tradução os textos que foram lidos, utilizados e imitados pelos mais importantes autores europeus durante quase dois mil anos de história da cultura ocidental.

Cultura Clássica [ver mais]

Em Portugal, o estudo da Cultura Clássica inicia-se com a reforma do Ensino Superior de 1957, que introduziu nas Faculdades de Letras uma cadeira anual de História da Cultura Clássica: pretendia-se que o aluno conhecesse e discutisse as principais realizações do pensamento da Antiguidade, com especial ênfase para a literatura e para a filosofia. Em Lisboa, esta cadeira nova foi entregue ao Pe. Manuel Antunes, que a assegurou com extraordinário êxito durante cerca de 25 anos, uma parte deles com o apoio de Victor Buescu, um professor romeno de Estudos Clássicos radicado em Lisboa desde a segunda guerra mundial. Cadeira transversal à maioria dos cursos da Faculdade, assim continuou até praticamente à Reforma de Bolonha de 2006. Já antes de Bolonha, sob a coordenação de Victor Jabouille, tinha ocorrido um processo de diversificação de matérias e de cadeiras relacionadas com a Cultura Clássica: é assim que existem hoje cadeiras específicas de cultura grega e de cultura romana, de política e sociedade gregas e romanas, de mitologia clássica, de arte e sociedade clássicas ou de vida quotidiana na Grécia e em Roma. Esta diversidade resulta da enorme variedade de perspectivas que pode assumir hoje o estudo da Antiguidade. Ainda hoje o DEC continua a oferecer uma cadeira semestral de Cultura Clássica, dirigida sobretudo a outros cursos da Faculdade, bem como uma cadeira de Raízes da Cultura Europeia, destinada sobretudo ao curso de Estudos Europeus. No total, são agora nove as cadeiras oferecidas pela licenciatura nesta área, a que se juntam ainda anualmente dois a três seminários de mestrado, num total de 78-90 ECTS.

Tradição Clássica[ver mais]

Já nos anos 60, foi criado em Lisboa por Francisco Rebelo Gonçalves, que também leccionava uma cadeira de Estudos Camonianos, um seminário de Filologia Neolatina dedicado ao estudo dos textos latinos do Renascimento. Este seminário não teve continuidade imediata depois de 1974. No entanto, a partir de final dos anos 70, sob a direcção de Aires A. Nascimento, Lisboa tornou-se o principal centro português de estudos de Latim Medieval, constituindo hoje uma referência em toda a Europa. Ao mesmo tempo, continuou-se com a aposta em estudos neolatinos. Neste momento, um aluno de Estudos Clássicos em Lisboa pode seguir todo um percurso de estudos em Património Clássico da Cultura Europeia, onde contacta com matérias como Tradição Clássica e Cultura Europeia, uma cadeira também oferecida na licenciatura em Estudos Europeus. Mais recentemente, o DEC começou a leccionar todos os anos cadeiras de Recepção dos Autores Clássicos na Literatura Portuguesa e de Literatura Latina Medieval e Renascentista, que constituem a única oferta do género em Portugal.

 

Gostas de tudo o que tem a ver com a Antiguidade Clássica? Interessas-te pelos mitos antigos e pela origem da nossa literatura? Queres adquirir uma sólida formação de base, ganhando competências e conhecimentos que te permitam depois escolher praticamente qualquer curso de mestrado no âmbito das Humanidades e Ciências Sociais? Gostas de matérias exigentes, intelectualmente estimulantes, que implicam pesquisa, leitura e descoberta de um mundo completamente novo? Então, Estudos Clássicos é o curso certo para ti. Os cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento em Estudos Clássicos estão abertos a todos os alunos interessados no estudo da Antiguidade Grega e Romana e na sobrevivência da sua cultura até à actualidade. Com a mais longa tradição de ensino e de investigação em Portugal, Clássicas em Lisboa é hoje uma licenciatura com um corpo docente motivado e dinâmico, acolhedor e de grande qualidade.
O aluno interessado não precisa de ter estudado Grego ou Latim no Secundário, ou de saber já muito de História da Antiguidade ou de arte grega ou sequer de já ter lido Homero ou Vergílio. Todos estes assuntos podem começar a ser estudados aqui, na Faculdade de Letras.

Não sabes uma letra sequer do alfabeto grego? Vem aprendê-las na primeira aula de Grego! Sabias que em latim também se grafitavam declarações de amor nas paredes? Isso aprende-se logo nas primeiras aulas de Latim.
Estudaste Latim no Secundário, mas nunca aprendeste Grego, ou vice-versa: também não faz mal, porque há uma solução fácil para estes casos. Alguns dos professores do DEC também não as sabiam quando chegaram à nossa faculdade: descobriram esse mundo novo também aqui, nas suas primeiras aulas.

Se tem mais de 23 anos, mas não tem o 12 º ano, também se pode candidatar à licenciatura em Estudos Clássicos. Consulte aqui (http://m23.ulisboa.pt/) a página da Universidade de Lisboa que explica todo o processo.

Mesmo o aluno que esteja menos interessado nas línguas antigas e prefira os temas culturais ou a tradição clássica pode seguir em Lisboa um percurso mais voltado para esses assuntos, com uma formação mínima em Latim e em Grego.
Também o aluno interessado por Clássicas e Estudos Portugueses ou pela possibilidade de ser professor de Latim e de Português no Ensino Secundário encontra aqui um percurso adequado aos seus interesses.

Clássicas não exige um perfil específico e uniforme de alunos; gostamos sobretudo de pessoas motivados e inteligentes, com interesses variados e gosto por ler, escrever, pesquisar e pensar. Normalmente, os nossos alunos vêm da área de Humanidades; contudo, é frequente surgirem pessoas com origem em outros agrupamentos do Secundário ou mesmo já com formação superior em domínios tão diversos como a Bioquímica, a Medicina, a Economia, a Teologia ou o Direito.


Provas de acesso para alunos do 12º ano:
Uma das seguintes provas:
06 Filosofia
12 Hist. da Cultura e Artes
14 Latim
18 Português

 

Antes de mais, Estudos Clássicos servem para quem quer Saber. Ao encontrar-se na origem de grande parte dos fenómenos culturais do mundo contemporâneo, seja por imitação seja pela rejeição dos modelos herdados da Antiguidade, os Estudos Clássicos permitem adquirir um entendimento mais profundo da cultura ocidental.

Clássicas refere-se ao estudo de duas grandes civilizações que acabaram por dominar o Mediterrâneo: a cultura grega foi hegemónica no Mediterrâneo Oriental durante cerca de mil anos, até pelo menos às conquistas árabes (e mesmo aqui a cultura muçulmana assumirá a cultura grega como parte da sua herança); a cultura romana, em latim, dominará a Europa Ocidental até pelo menos ao século XVIII: quase dois mil anos de hegemonia.

Estamos, por isso, convictos de que estudar Estudos Clássicos não implica de modo nenhum um estreitamento das perspectivas, como se apenas nos interessassem as ‘coisas velhas’ e bafientas: é nossa convicção que não se pode estudar a Cultura, a Filosofia ou a Literatura Medieval, mesmo quando escritas já em Português, Inglês ou Italiano sem um sólido conhecimento de Latim; também não compreendemos como pode alguém estudar a sério Camões ou Shakespeare, Petrarca ou Rabelais, Milton, Garrett, Pessoa ou Elliot sem conhecer os Clássicos; tal como não é possível estudar o pensamento político contemporâneo sem os modelos gregos e romanos; ou mesmo muito do que são o teatro e cinema contemporâneos sem os modelos antigos.

Estudos Clássicos serve também para aprender a Pensar. Era costume antigamente dizer-se que o Latim e o Grego eram a Matemática das Letras. Em grande medida, esta comparação é justa, uma vez que estas línguas exigem considerável destreza mental. Conforme avança no conhecimento da língua, o aluno vai desenvolvendo a capacidade de ler textos cada vez mais complexos, onde a rapidez de raciocínio e a intuição são ferramentas indispensáveis. Além disso, o conhecimento das línguas clássicas permite uma compreensão em profundidade da nossa língua e das línguas românicas em geral: aprender Grego e sobretudo Latim é também uma óptima maneira de aprender a escrever em muito bom Português.
Estudos Clássicos servem também para aprender a Trabalhar. Um aluno de Estudos Clássicos centra o seu estudo em duas civilizações distintas, com uma diacronia de mais de mil anos cada uma. Além disso, pode alargar a sua análise para os quase dois mil anos seguintes, até ao mundo contemporâneo. A capacidade de lidar com elevado volume de informação, a competência na pesquisa de informação em bibliotecas ou na internet (vais ficar admirad@ com a importância da net para quem estuda Clássicas!) e a possibilidade de contactar com bibliografia nas principais línguas estrangeiras (inglês, francês, castelhano e italiano, pelo menos) permitem ao aluno ganhar também aqui competências próprias que podem ser aplicadas em praticamente qualquer actividade profissional.

Estudos Clássicos servem ainda para os alunos ganharem Experiência e Maturidade Intelectual que lhes permitam enveredar por praticamente qualquer curso de Mestrado na área das Humanidades e Ciências Sociais. Com a aplicação da Reforma de Bolonha em 2006, uma licenciatura/curso de 1º ciclo já não é suficiente para adquirir conhecimentos e competências suficientemente sólidas que permitam depois enveredar com êxito pelo mercado de trabalho. Por isso, depois da licenciatura, é cada vez mais elevado o número de alunos que decide fazer um mestrado. A licenciatura em Estudos Clássicos, pela sua abrangência de perspectivas, por estudar a origem dos fenómenos culturais contemporâneos, e pela complexidade que o estudo das suas matérias acarreta é uma excelente ferramenta para qualquer prosseguimento de estudos em quase qualquer domínio das Humanidades e Ciências Sociais: assim, temos ex-alunos que, depois de Clássicas, foram fazer mestrados e doutoramentos em Ciências Políticas, em Teoria da Literatura, em Estudos Artísticos, em Biblioteconomia e Arquivística, em Museologia, em Sociologia, em História ou em Ciências da Comunicação, por exemplo.

Estudos Clássicos servem ainda para quem deseja prosseguir uma carreira no nosso domínio científico, dedicando-se profissionalmente à Investigação e eventualmente ao Ensino na área das Clássicas.  É um trabalho tão exigente quanto estimulante que une milhares de investigadores em todo o mundo. Em Lisboa, os investigadores na área dos Estudos Clássicos reúnem-se no Centro de Estudos Clássicos.

 

 

Director: Rodrigo Furtado

Clássicas em Lisboa oferece um curso aberto e adaptável aos interesses de cada aluno: um aluno de Estudos Clássicos não tem de estudar só línguas antigas ou só literatura, ou então apenas cadeiras de cultura. De facto, em Lisboa, o aluno pode escolher percursos que combinem todos estes aspectos ou apenas parte deles: por isso, ao aluno do 1º ano é dado um tutor, normalmente um dos professores do Departamento, que procurará apoiá-lo nas suas escolhas.
A menos que tenha já decidido que o seu objectivo é mesmo vir a dar aulas no Ensino Básico e Secundário (nesse caso, também está previsto um percurso próprio), o aluno que chega a Clássicas pela primeira vez também não tem de fazer a escolha de todas as cadeiras que quer fazer logo no primeiro dia ou sequer no primeiro ano de faculdade. Sem qualquer prejuízo, pode adiar essa escolha para o segundo ano, quando conhecer melhor a faculdade, os colegas, os professores e a estrutura do curso.
Clássicas em Lisboa oferece ao aluno a possibilidade de escolher um de três percursos: Estudos Clássicos e Portugueses, Património Clássico da Cultura Europeia e Tradução das Línguas Clássicas. Todos têm em comum uma estrutura introdutória básica (com alguns níveis de língua, de literatura e de cultura) e todos supõem ainda a existência de algumas cadeiras opcionais que podem ser escolhidas fora do Departamento de Estudos Clássicos, entre as ofertas dos restantes departamentos da FLUL.


Estudos Clássicos e Portugueses: [ver mais]

É o percurso mais aberto de todos. Aqui, o aluno tem de fazer apenas dez cadeiras obrigatórias, normalmente de carácter introdutório. Todas as outras cadeiras são opcionais: seis na área dos Estudos Portugueses; e catorze ou em Estudos Clássicos ou em Estudos Portugueses, de acordo com o interesse do aluno. 
Quem quiser ter habilitação para poder vir a dar aulas nos Ensinos Básico e Secundário de Português e de Línguas Clássicas tem de escolher este percurso. Há neste caso um conjunto maior de cadeiras obrigatórias, de modo a cumprir os requisitos exigidos pelo Ministério da Educação para quem quer ser professor no Secundário.
Há também alunos que escolhem este percurso por outra razão: porque pretendem combinar Clássicas e Estudos Portugueses, numa ampla variedade de escolhas, de acordo com os seus interesses.
O Grupo Opcional para o Ensino refere-se ao conjunto de cadeiras de Estudos Portugueses, que o aluno interessado no Mestrado em Ensino do Português e das Línguas Clássicas deve realizar. São definidas anualmente pelos órgãos competentes da FLUL. É também dentro deste conjunto que o aluno interessado em Estudos Portugueses, mas não no ensino, pode escolher até catorze cadeiras opcionais. O Grupo Opcional Científico inclui as cadeiras de Estudos Clássicos oferecidas para este percurso e também definidas anualmente.

 

1º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega I
Iniciação à Língua Latina I
Cultura Clássica
Literatura Grega I
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico

3º SEMESTRE
Latim I
Opção na área da Literatura Portuguesa
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo

5º SEMESTRE
Recepção dos Autores Clássicos na Literatura Portuguesa
Opção na área da Linguística Portuguesa
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico

2º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega II
Iniciação à Língua Latina II
Literatura Latina I
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico

4º SEMESTRE
Latim II
Opção na área da Literatura Portuguesa
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico

6º SEMESTRE
Opção na área dos Estudos Literários/Teoria da Literatura
Opção na área da Linguística Portuguesa
Opção na área da Linguística Portuguesa
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico
Grupo Opcional para Ensino ou Grupo Opcional Científico

 

Património Clássico da Cultura Europeia: [ver mais]

Este é um percurso destinado sobretudo a quem gosta da cultura clássica e dos textos antigos, mas está pouco interessado em investir num conhecimento profundo das línguas clássicas. Este perfil partilha os três primeiros semestres com o perfil em Tradução: por isso, os alunos podem fazer a sua opção entre os dois apenas no 4º semestre do curso. Até lá, ficam com uma boa formação inicial ao nível da língua, literatura e das cadeiras introdutórias de cultura e de política e sociedade clássicas.
A partir do 4º semestre, os alunos têm cadeiras de Mitologia e Arte clássicas, de Tradição Clássica, de Literatura Latina Medieval e Renascentista, de Recepção dos Autores Clássicos na Literatura Portuguesa, de Teorização Literária e de Vida Quotidiana na Antiguidade.

Além disso, o aluno dispõe de quatro opções inteiramente livres (24 ECTS), que pode utilizar para fazer qualquer cadeira da Faculdade: com o conselho do tutor, pode escolher matérias que se incluam em Estudos Artísticos, em Filosofia, História, Arqueologia ou Comunicação e Cultura, ou então Línguas vivas como o Inglês, o Alemão, o Árabe ou o Chinês, entre muitos outros tópicos de qualquer departamento da FLUL. É o aluno que escolhe estas quatro cadeiras, de acordo com as competências e conhecimentos de gosta e que pretender vir a ter.

 

1º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega I
Iniciação à Língua Latina I
Política e Sociedade Gregas
Cultura Grega
Literatura Grega I

3º SEMESTRE
Grego I
Latim I
Literatura Grega II
Literatura Latina II
Opção

5º SEMESTRE
Mitologia Clássica
Recepção dos Autores Clássicos na Literatura Portuguesa
Literatura Grega IV
Literatura Latina IV
Opção

2º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega II
Iniciação à Língua Latina II
Política e Sociedade Romanas
Cultura Romana
Literatura Latina I

4º SEMESTRE
Arte e Sociedade no Mundo Clássico
Tradição Clássica e Cultura Europeia
Literatura Grega III
Literatura Latina III
Opção

6º SEMESTRE
Do Latim às Línguas Românicas
Teorização Literária na Antiguidade
Vida Quotidiana na Grécia e em Roma
Literatura Latina Medieval e Renascentista
Opção

 

Tradução das Línguas Clássicas: [ver mais]

Este é um percurso destinado a quem pretende vir a adquirir uma sólida formação no âmbito das línguas e literaturas clássicas. Este é o percurso preferido por quem quer prosseguir estudos e lidar com fluidez com textos escritos em Latim ou em Grego. Para quem procura uma carreira sólida de investigação científica ou prosseguir estudos na área dos Estudos Clássicos, esta é possivelmente a opção mais acertada.
Até ao final do 3º semestre, os alunos partilham as mesmas cadeiras com quem escolhe o perfil de Património Clássico. A partir daí, prosseguem com a aprendizagem intensiva do Grego e do Latim, até ao final da licenciatura. Os alunos dispõem de uma opção condicionada que deve ser escolhida entre as matérias oferecidas pelo DEC; e de quatro opções inteiramente livres (24 ECTS), que podem utilizar para fazer qualquer cadeira da Faculdade: com o conselho do tutor, podem escolher matérias que se incluam em Estudos Artísticos, em Filosofia, História, Arqueologia ou Comunicação e Cultura, ou então Línguas vivas como o Inglês, o Alemão, o Árabe ou o Chinês, entre muitos outros tópicos de qualquer departamento da FLUL. É o aluno que escolhe estas quatro cadeiras, de acordo com as competências e conhecimentos de gosta e que pretender vir a adquirir.

1º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega I
Iniciação à Língua Latina I
Política e Sociedade Gregas
Cultura Grega
Literatura Grega I

3º SEMESTRE
Grego I
Latim I
Literatura Grega II
Literatura Latina II
Opção

5º SEMESTRE
Grego III
Latim III
Literatura Grega IV
Literatura Latina IV
Opção

2º SEMESTRE
Iniciação à Língua Grega II
Iniciação à Língua Latina II
Política e Sociedade Romanas
Cultura Romana
Literatura Latina I

4º SEMESTRE
Grego II
Latim II
Literatura Grega III
Literatura Latina III
Opção

6º SEMESTRE
Grego IV
Latim IV
Do Latim às Línguas Românicas
Opção condicionada
Opção

 

Link para lista de Programas >

Director: Bernardo Mota

Clássicas em Lisboa oferece um mestrado centrado numa introdução avançada às problemáticas e à investigação em Estudos Clássicos. Não é necessário um conhecimento prévio das línguas clássicas para frequentar com êxito este mestrado: há uma vasto leque de temáticas disponíveis, nomeadamente ao nível dos estudos de recepção, que permite que o aluno se especialize na área, sem um conhecimento aprofundado de Latim ou Grego. No entanto, para quem pretende desenvolver investigação directamente sobre textos clássicos, o mestrado oferece a possibilidade de um estudo mais rigoroso e avançado de cada uma das línguas clássicas. Embora estes seminários avançados de língua não sejam obrigatórios, normalmente eles são frequentados pelos estudantes que procuram adquirir maior proficiência no manejo directo de todo o tipo de textos escritos nas línguas clássicas. Além destes, o aluno pode optar por um número variável de seminários de pós-graduação nas áreas da literatura e da cultura. Ao invés do que acontece na licenciatura, onde as matérias e os autores leccionados tendem a constituir o cânone do que são os grandes textos e obras clássicas, estes seminários de pós-graduação procuram a especialização. Os seminários de pós-graduação, cujas temáticas podem mudar ao longo dos anos, procuram inserir os alunos em algumas das temáticas de investigação desenvolvidas em Lisboa, na maior parte das vezes em estreita articulação com o Centro de investigação em Estudos Clássicos. O mestrado tem apenas um seminário obrigatório, Problemáticas dos Estudos Clássicos, logo no 1º semestre, em que, também com uma feição metodológica, se pretende dar a conhecer aos alunos os principais temas e possibilidades de estudos no campo de Estudos Clássicos, designadamente no contexto da investigação internacional que se faz em Lisboa. O resultado final espectável consistirá na apresentação e defesa pública de uma dissertação de mestrado.

Plano de estudos e outras informações: http://www.letras.ulisboa.pt/pt/cursos/mestrados-2-ciclo/estudos-classicos

 

Director: Bernardo Mota

Clássicas em Lisboa oferece ainda um doutoramento em Estudos Clássicos, que conduzirá ao grau de Doutor na Universidade de Lisboa. Aberto normalmente a alunos com formação prévia ou afim na área dos Estudos Clássicos, é composto por seis semestres, dos quais dois são normalmente lectivos. Neste âmbito, à semelhança do que acontece nas principais universidades anglo-saxónicas, o aluno deverá efectuar pelo menos quatro seminários de pós-graduação na área dos Estudos Clássicos (literatura, cultura ou língua, para os alunos a quem ainda falte competência para uma utilização directa dos textos em Latim ou Grego) e um seminário optativo. Os seminários de pós-graduação, cujas temáticas podem mudar ao longo dos anos, procuram inserir os alunos em algumas das áreas de investigação desenvolvidas em Lisboa, na maior parte das vezes em estreita articulação com o Centro de investigação em Estudos Clássicos. Em todos os casos, garante-se, ainda mais do que acontece em ciclos anteriores, o acompanhamento personalizado do aluno, privilegiando-se uma avaliação e transmissão de conhecimentos e competências através de trabalho tutorial. Privilegiando temáticas que tenham correspondência com as áreas de especialidade dos vários docentes do curso, procura-se que o aluno possa inserir a sua investigação de doutoramento nas várias redes internacionais em torno das quais a investigação em Estudos Clássicos se realiza em Lisboa. O objectivo será que o aluno desenvolva um trabalho de investigação original e relevante para o avanço do saber na área dos estudos clássicos e da tradição clássica, em contexto internacional. O resultado final espectável consistirá na apresentação e defesa pública de uma dissertação de doutoramento.

 

Plano de estudos e outras informações: http://www.letras.ulisboa.pt/pt/cursos/doutoramentos-3-ciclo/estudos-classicos

 

1. Para que serve estudar Clássicas?


2. O que se estuda em Clássicas?


3. Como é a estrutura da Licenciatura?


4. Quais os requisitos para me poder candidatar a Estudos Clássicos?


5. Posso estudar Clássicas sem nunca ter estudado Grego nem Latim?


6. Já estudei Latim no Secundário, mas não consegui estudar Grego. Como fazer?


7. Não tenho o 12º ano, mas já tenho mais de 23 anos. Posso candidatar-me a Clássicas?


8. Tenho de estudar Grego e Latim ao longo de todo o curso?


9. Tenho vontade de estudar Estudos Clássicos mas tenho medo de depois não conseguir arranjar emprego ou de não poder estudar mais nada e ter de voltar ao princípio. Estou a pensar bem?

 

 

Directora: Ana María Tarrío

E-mail: anatarrio@campus.ul.pt

 

Departamento de Estudos Clássicos

Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa

Alameda da Universidade 1600-214 Lisboa PORTUGAL

Telefone: 217920049

E-mail: estudos.classicos@campus.ul.pt